043 – Morro Peixe & Visita ao Museu

Vinho de palma – das palmeiras. Está à venda. Mas tenho receio de beber, que me faça mal. Ainda fico com uma diarreia que até vejo estrelas. Aquelas águas fazem-me suspeitar.

A chegar a Morro Peixe. São 10h15 e tenho 27,6 km na bicicleta.

Acabei de descobrir que existe aqui um museu. O Museu de Morro Peixe. Que maravilha, claro que quero ir já visitá-lo. Apareceu um rapaz – chamado Ju – que se ofereceu para fazer-me uma visita guiada.

O Ju foi-me explicando tudo. A visita levou cerca de 30 minutos.

Quanto tempo leva esta sola de borracha a desaparecer?

Quanto tempo leva este plástico a desaparecer?

Os cetáceos existentes em São Tomé e Príncipe: os golfinhos Roaz Corvineiro e Golfinho Malhado (estado de conservação de acordo com a IUCN: “Pouco Preocupante”); e as baleias de Bossa, Cachalote e a baleia Piloto.

  • A baleia de Bossa tem um comprimento até 16 metros e um peso médio de 35.000 kg. O seu estado de conservação é “Pouco Preocupante”.
  • O Cachalote tem um comprimento até 18 metros, e um peso médio de 40.000 kg. O seu estado de conservação é “Vulnerável”.
  • Finalmente, a baleia Piloto tem um comprimento até 7 metros, e um peso médio de 2.000 kg. O seu estado de conservação é desconhecido, não há dados suficientes.

Este cartaz indica que a baleia Bossa visita São Tomé e Príncipe todos os anos entre julho e novembro. Eu estou agora em julho. Eu quero ver as baleias!

As três tartarugas de baixo já as apresentei na crónica 28, no Príncipe: são a Sada (“Em perigo crítico de extinção”), a Ambulância (“Vulnerável) e a Mão Branca (“Em perigo de extinção”).
As duas de cima são (transcrevo o cartaz):

  • Tartaruga Tatô (Lepidochelys olivacea) – Esta espécie é provavelmente a espécie mais abundante de tartaruga no mundo. É a espécie de tartaruga marinha mais pequena e mais abundante na ilha de São Tomé. Comprimento: 68 – 75 cm / Peso 35 – 45 kg. Estado de conservação segundo a IUCN: “Vulnerável”.
  • Tartaruga Cabeça Grande (Carettacaretta). Conhecida pela sua grande cabeça, esta espécie ocorre nos mares tropicais e subtropicais e também em águas temperadas. Em São Tomé e Príncipe, esta espécie é apenas observada no mar, uma vez que não desova no arquipélago. Comprimento: 73 – 107 cm / Peso 70 – 170 kg. Estado de conservação segundo a IUCN: “Em perigo de extinção”.

Todas em estado vulnerável e em perigo de extinção. Isto é uma tristeza muito grande.

Falei da MARAPA também na crónica 28. Transcrevo agora o cartaz:

Somos uma Organização Não Governamental  santomense – MARAPA (Mar, Ambiente e Pesca Artesanal) nacional, laica e sem fins lucrativos, fundada em Março de 1999. Missão: contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras e do ambiente marinho e costeiro em São Tomé e Príncipe. A MARAPA tem por finalidade:

a) Apoiar a pesca artesanal em todos os domínios;
b) Preservar o ambiente litoral e costeiro, através da educação, sensibilização, apoio à gestão das zonas litorias e marítimas do Parque Obô e promoção de eco-turismo de base comunitária. A MARAPA trabalha desde o seu início em ambas as ilhas – Príncipe e São Tomé.

E depois desta bonita visita ao Museu, o guia Ju tirou-me esta foto. São 11h. Vou agora para o meu destino final de hoje: a Praia dos Tamarindos.