Dia 10 – Manhã no Pantano / tarde no Museu da Civilização Camponesa / e no estúdio

Hoje é quarta-feira, 12 de novembro de 2025.
Despertar às 7h.
Hoje quero ir ao Pantano, porque ontem nem consegui.

É obrigatório cumprimentar a Kina todas as manhãs. E todas as tardes. E todas as noites.

O carro do Giovanni passou e apitou-me, eu acenei com um adeus.
Encontrei o Giuseppe, o seu vizinho de 81 anos, que me pediu um beijo. Não dou beijos a ninguém, respondi eu, e fugi na bicicleta. Este italiano é atrevido.

À esquerda está o Paolo, que é aqui de Montenero, e ao centro o Giocondo, da povoação de Cerro al Volturno, que fica a cerca de 3,5 km do Lago Castel San Vincenzo, onde eu estive, no dia 8. Ou a 21 km aqui de Montenero.
Quando eu me debrucei sobre o alforge da bicicleta, para tirar o tripé da máquina fotográfica, o Giocondo exclamou para o seu amigo: “O que vai ela fazer? Tirar uma pistola?!” Eu soltei uma gargalhada. As palavras em italiano são iguais às portuguesas e eu percebi claramente – “pistola”. Efetivamente o Giocondo tem razão, este é sempre um momento delicado, e eu tento de alguma maneira avisar primeiro as pessoas que vou tirar um tripé para a máquina fotográfica. Imaginem se vocês vivessem esta situação: aparece uma mulher, no meio do nada, numa bicicleta, com tudo deserto, e quando as pessoas estão pacientemente à espera, ela mete a mão no alforge da bicicleta para tirar algo. Efetivamente há histórias macabras por todo o mundo, gente que morre das formas mais inesperadas às mãos de outrem. Nunca se sabe. Eu estou consciente que este é um momento delicado, em todos os países por onde passo – tirar algo da mochila, ou dos alforges da bicicleta. O Giocondo simplesmente verbalizou rapidamente o que todas as pessoas pensam: “O que vai ela fazer? Tirar uma pistola?!” Certamente eu teria a mesma reação, se fosse abordada numa rua deserta, por um estranho.
Já me ri algumas vezes, sozinha, posteriormente, ao lembrar estas suas palavras.

O Pasquale, que vai aparecer duas fotos abaixo, veio soltar os cavalos, para eles irem pastar para o Pantano.

A Rita, que eu conheci ontem, é prima da mãe do Pasquale, explicou-me este. Estava eu a contar-lhe das pessoas que entretanto conheci aqui em Montenero.
O cão está magro, disse eu ao Pasquale. Apontei para os ossos excessivamente destacados, no lombo. Este cão tem que caçar, respondeu-me o Pasquale. Bom, mas poderia caçar um bocadinho menos ossudo.

A máquina está a focar não sei onde, mas mantive esta foto.

Este é o “Pantano della Zittola”. É um topónimo italiano, ou seja, é o nome italiano deste lugar.
Entenda-se: é um “pântano”, mas dado que é um topónimo italiano, não se coloca acento ao escrever em português. E a acentuação está na segunda sílaba – “pantáno”.
“Pantano” em italiano tem o mesmo significado que “pântano” em português: é uma zona alagadiça, lamacenta, com água parada, típica de áreas húmidas. Mas este Pantano não é bem um “pântano” no sentido tradicional a que estamos habituados. É uma turfeira. É a turfeira mais a sul da Europa. Normalmente, as turfeiras existem no norte da Europa.
Recordo o que escrevi no dia 2:
Esta é uma zona muito antiga, com turfeiras formadas há milhares de anos. Turfeiras são zonas húmidas onde a água se acumula de forma persistente, permitindo que a vegetação morra e se decomponha muito lentamente, formando turfa. Em termos simples, são pântanos muito particulares, ricos em matéria vegetal parcialmente decomposta. O nome “Zittola” parece vir de um curso de água: “Zittola” é usado para nomear mais do que apenas o pântano — inclui rios, conchas ou áreas de drenagem, que alimentam a planície paludosa, e assim acabou por ficar conhecido como Pantano da Zittola.

O Pantano foi alvo de disputas ao longo dos séculos. Chegou a pertencer a um barão durante a monarquia, mas acabou por se tornar domínio do Estado e, portanto, de uso comum para toda a população. Após 1815, com a restauração da monarquia, o último barão de Montenero moveu vários processos contra o município para recuperar o Pantano, mas acabou por perder: o terreno manteve-se público.
Em 1918, enquanto os homens combatiam na Primeira Guerra Mundial, a administração municipal tentou vendê-lo. Surgiram duas propostas: uma empresa queria construir uma central hidroelétrica; outra pretendia extrair a turfa para a usar como carvão. Em qualquer dos casos, a população ficaria privada de um bem público, a única fonte de recursos para os habitantes de Montenero. Dá-se então a revolta de janeiro de 1918, que resultou na morte de duas pessoas:

Era 17 de janeiro de 1918, festa de Santo Antão Abade. Terminada a missa celebrada na igreja do Carmine, as pessoas espalharam-se em redor da fogueira que ardia na praça adjacente, acesa em honra do santo protetor dos animais.
O Presidente da Câmara e o executivo municipal tinham deliberado, e a venda do Pantano de Montenero estava prestes a concretizar-se — a favor de uma empresa que pretendia explorar o imenso depósito de turfa existente no subsolo.
O Pantano sempre fora o fundamento da vida da comunidade de Montenero, e a sua venda levaria ao colapso da atividade pecuária de que a população vivia. A opinião pública encontrava-se, portanto, em total oposição às decisões das autoridades municipais. Daí o descontentamento, que atingira o auge nesse dia. E bastou que se levantasse uma voz junto ao círculo que rodeava a fogueira, que, ao grito de “Viva a Itália, abaixo a administração!”, a multidão, como um só homem, abandonasse a praça e avançasse em direção ao edifício municipal.
Era uma multidão composta por idosos, mulheres e rapazes — os homens entre os 17 e os 47 anos estavam totalmente ausentes devido à guerra.
O edifício da Câmara (as autoridades estavam já informadas do descontentamento e tinham avisado as instâncias superiores do perigo de uma revolta) encontrava-se guardado por um número considerável de carabinieri, que travaram imediatamente os revoltosos que tentavam invadir as instalações municipais. Isso não fez senão exacerbar ainda mais a população, que, em vez de recuar, atacou as forças da ordem com uma intensa saraivada de pedras, obrigando-as a recuar e a defender-se como podiam junto à porta, acabando depois por se entrincheirar no interior.
A pedrada não cessou. Crianças e mulheres transportavam ou lançavam pedras, juntamente com os homens, tentando forçar as portas pela violência.
O Presidente da Câmara, considerado pela multidão o principal responsável, aproveitou um momento oportuno para descer por uma corda através de uma janela do lado oposto do edifício e refugiar-se em casa.
Morreram duas pessoas: Filippo Scalzitti, 11 anos, atingido por um tiro de espingarda; e Francesca Di Marco, 66 anos, atingida pela lâmina de uma baioneta.

Em setembro de 1918, o ministro secretário de Estado para os Assuntos Internos dirige-se ao Rei de Itália, Vittorio Emanuele III:
ALTEZA!
Em janeiro passado, na sequência da celebração irregular de um contrato para a concessão da exploração de uma turfeira pertencente ao Município, contrato considerado lesivo dos interesses deste, ocorreram em Montenero Val Cocchiara graves distúrbios, e, para os reprimir, a força pública teve de fazer uso de armas.
(…)
Decretámos:
Art. 1.º
O Conselho Municipal de Montenero Val Cocchiara é dissolvido.
Art. 2.º
O senhor contabilista Pietro Micarelli é nomeado comissário extraordinário para a administração provisória do referido Município, até à tomada de posse do novo Conselho Municipal nos termos da lei.¹

Resumindo e concluindo: se eu ando hoje aqui a passear de bicicleta, neste cenário idílico, é porque gente já morreu a lutar por ele.

Eu cheguei ao Pantano antes das 10h, e fui-me embora ao meio-dia e meia. Passei duas horas e meia ali, a descansar e a apanhar sol. Quando já me dirigia à aldeia – porque tenho um encontro marcado entre o meio-dia e a uma com alguns montenerenses, naquela pequena praça, conforme falei ontem com o Luigi – para ver se alguém encontrou os meus óculos – cruzei-me com a Karolina, que se dirigia agora, a pé, ao Pantano. A Karolina perguntou-me desde que horas estou na bicicleta. Desde as 9 e meia, respondi. Já andaste muito! – exclamou a Karolina. Não, respondi-lhe eu, estive deitada no Pantano!
E rimo-nos as duas.

Da esquerda para a direita: Luigi / Biagio / eu / Vittorio.
Já estiveram aqui mais pessoas, disseram-me, mas foram-se embora, almoçar.
E ninguém viu os meus óculos.
Então o Luigi ofereceu-me uns óculos transparentes, de plástico, para a bicicleta. Perguntou-me se eu gostava deles. Eu coloquei-os, e efetivamente ficam-me bem, acho que até melhor do que os meus antigos, os que eu perdi. Eu tenho estado a usar uns da residência – que felizmente têm óculos ao dispor. Agradeci bastante ao Luigi, e fui-me embora, contente, já com os novos óculos postos.

O Franco, que também pertence ao grupo da praça, mas agora está a trabalhar.

Malaguetas à porta da Piera. Ou melhor, do Giuseppe. Há ali umas ovelhas negras pelo meio.

Finalmente comi três das maçãs que estão aqui há uma semana e meia. São boas.

Às 16h, conforme combinado com a Giuliana (ontem, crónica 9), eu estou na biblioteca para a inauguração do Museu da Civilização Camponesa, dedicado a Montenero Val Cocchiara. Também divulguei aos restantes artistas residentes.
Ao meu lado está a Giuliana, depois o Pietro, que mora aqui ao lado da biblioteca, e finalmente o Gerardo, que vem de Roma, disse-me. Não sei se o Gerardo disse “Roma” com alguma pronúncia diferente (afinal de contas o Molise tem um dialeto específico), a questão é que eu não percebi o nome. Depois de o Gerardo me repetir algumas vezes o nome, – Não conheço essa povoação, respondi eu. Como não conheces Roma?! – exclamou. Onde está o Papa! – acrescentou. E ele disse à Giuliana: Ela nunca ouviu falar de Roma!
Eu finalmente percebi a palavra: Ah, Roma! – exclamei.

Repare-se na placa de mármore do lado esquerdo, na parede:

É uma homenagem ao pequeno Filippo Scalzitti, de 11 anos, e a Francesca Di Marco, de 66 anos, que morreram a lutar pela turfeira. “Torbiera” – em italiano, na placa.

Logo à entrada do museu estão estes vestidos de noiva – que foram feitos com a seda dos paraquedas dos aliados!
A Giuliana irá fazer-me uma visita guiada pelo museu, e eu não vou mostrar tudo nestas fotos, os meus caros leitores terão que ir pessoalmente ao Museu da Civilização Camponesa, conhecê-lo.

Este vestido pertenceu à mulher do Gerardo. Ou seja, no seu casamento, a noiva usava este vestido.
Todo o museu é composto por peças doadas pelos habitantes de Montenero Val Cocchiara ou pelos seus descendentes, muitos dos quais emigraram e herdaram estes objetos de pais e avós. Não sabendo muitas vezes o que fazer com eles, optam por oferecê-los ao museu, encontrando assim uma forma de preservar a memória familiar e coletiva sem que nada se perca ou seja destruído.

A Karolina teve a ideia de fazer uma exposição final dos artistas residentes aqui na biblioteca, pelo que a Sara veio falar com a Giuliana sobre essa possibilidade. Mas não há espaço, a biblioteca está muito cheia, sobretudo agora albergando o museu. Então foi considerada a hipótese levantada pelo Gabriel, de fazermos uma exposição naquela pequena divisão em cimento, que o Gabriel encontrou (crónica 9 – e também pode ser vista numa imagem abaixo, nesta crónica). Ora descobrimos que esse espaço pertence a esta senhora de casaco castanho, de seu nome Amalia Tornincasa. E ela gentilmente cede-nos esse espaço, e não se importa que instalemos lá a exposição.
Parece que vamos ter uma exposição final, então!

Foram tempos de extrema pobreza, no passado, em Montenero Val Cocchiara, e os objetos mais simples eram reparados, conforme me aponta a Giuliana.

Este instrumento musical tem cem anos.

Um pano de cenário, do teatro, também com um século. Tem os dois lados pintados.

Os arados de madeira prendiam-se com esta corda ao centro – a mais grossa – que é feita a partir do pénis do boi.

As três responsáveis pela criação deste Museu da Civilização Camponesa. Da esquerda para a direita: Liliana Milo, Giuliana Mannarelli e Marta Felice.
Falta um quarto membro: Domenico Di Fiore, marido da primeira, que não pôde estar presente hoje.
Pertencem todos ao “Gruppo di Ricerca su Montenero”, ou, em português, Grupo de Investigação sobre Montenero. Começaram a investigar e a escrever livros em 2017; e estes livros e outros materiais estão disponíveis em: www.festadelricordo.com.
Neste website, logo na página de entrada é possível ouvir as belíssimas músicas tradicionais de Montenero Val Cocchiara, com os seus ritmos tão profundamente italianos. Enquanto escrevo esta crónica, ouço-as.
Efetivamente este museu já existe desde 2021, era chamado “O Pequeno Museu”, sendo que agora, em 2025, há uma segunda inauguração já com novas peças e um novo formato, mais desenvolvido. Está aberto todas as quartas-feiras das 16 às 18h, e para marcar uma visita nos restantes dias, poderão usar os contactos que estão no seu website, ou então contactar o telemóvel 0039 348 1373398 (WhatsApp disponível).

Os livros publicados pelo museu, com registos etnográficos, históricos, políticos.
Em conversas posteriores, que virei a ter com a Giuliana, sobre o seu trabalho, fiquei a saber que viajou pelo mundo, com o marido, que era cônsul italiano. Tem dois filhos rapazes, e três netos. Um dos filhos vive em Roma, outro em Ancona. A Giuliana deu aulas de Literatura Comparada em algumas universidades, centrando-se nas literaturas italiana, espanhola e francesa. Consegue ler e entender alemão, inglês, e também português! Apesar de não falar português, percebe-o, claro, dado o português ter semelhanças com o espanhol, e até mesmo com o italiano. Viveu em Mendoza, na Argentina, durante alguns anos, enquanto o marido era aí cônsul; em Madrid, na Suíça; no Luxemburgo; deu aulas em universidades alemãs, francesas, e também na Etiópia, onde viveram cinco anos. Foi participando em concursos públicos, e foi sendo colocada nas várias universidades dos países por onde passava, com o marido e os filhos. Na Etiópia, na Universidade de Adis Abeba, contou-me que os seus estudantes eram muito pobres, mas muito motivados. Os filhos das famílias ricas iam estudar para os EUA ou para o Canadá. No país ficavam os pobres. Os melhores alunos frequentavam a única universidade do país, situada na capital, Adis Abeba (que, em amárico, significa “flor nova”). Eram apoiados pelo Estado e foram os seus melhores estudantes ao longo dos 40 anos em que lecionou, disse-me.

Cada objeto aqui presente tem uma história.  Esta panela que eu estou a agarrar, por exemplo, foi a prenda de casamento dada a uma noiva, no seu casamento, explicou-me a Giuliana – uma panela de alumínio. Foi uma das primeiras a surgir, na época, porque antes eram de barro, e estas careciam de um tratamento especial, pelo que foi uma grande alegria para a noiva receber esta prenda.

Um visitante aqui de Montenero que veio agora doar uma peça, da sua família.

É nesta ruela com arcadas que irá realizar-se a nossa exposição final – dos artistas da residência artística. Na arcada lá em baixo, à direita, está a tal divisão vazia, aberta, em cimento, que pertence à Amalia. Estas arcadas ficam entre a biblioteca e os nossos alojamentos, a poucos metros de cada um.

Considerei que a próxima cor a introduzir nesta pintura deve ser o cor-de-rosa. Eu trouxe algumas barras de óleo, de Portugal, e três delas são de cor rosa. Três tons diferentes de rosa. Tenho as três na mão, e estou a decidir qual delas usarei.

Decidi usar as três. A partir deste ponto, fiz rapidamente alguns estudos digitais, simulando a pintura do resto da tela com a mesma alternância das três cores, mas acabei por gostar mais de a deixar exatamente como está. Esta tela está terminada, pode ir para a exposição final.
É importante referir que as pinturas realizadas durante uma residência artística, com tempo curto, poderão não ter a mesma perfeição do que aquelas feitas no meu estúdio, em Lisboa, sem restrições de tempo, sem pressas de secagem, por exemplo. No meu estúdio eu teria dado no mínimo outra camada de tinta no fundo. Traz mais conforto, pela consistência da pintura. Não excluo a possibilidade de vir a aperfeiçoar uma parte, em Lisboa.
Esta pintura utiliza acrílico preparado com pigmentos em pó; e barra de óleo.

São agora 20h05 e o Giuseppe desenforma o pão “focaccia” mais maravilhoso que alguma vez eu comi na minha vida.

Ralei o queijo que se vê ali ao canto, e as manchas no caldo devem-se a ele. O Giuseppe cozinha divinalmente. Nem sei como se chama este prato, eu já nem faço perguntas, eu devoro tudo e pronto. E, estando capaz, ainda repito.

A Moka anda muito triste, com falta da Piera. Só aceita a Sara, é a única que ela vai deixando aproximar-se. A Piera deixou-a aqui, pensando que ela gostasse mais de estar em Montenero, em vez de Nápoles, mas a Moka só quer a dona, e não quer povoação nenhuma. Nem sequer vem para a sala onde estamos, fica sozinha no quarto. A Sara está a tentar confortá-la.

A garrafa com o rótulo amarelo, ao centro, é de um rum do Haiti.

O “gianduiotto” é um doce do Piemonte, uma região no norte de Itália. Leio o seguinte na internet: o ingrediente-chave é a gianduja, uma pasta feita com chocolate, açúcar, e uma percentagem generosa de avelã do Piemonte, famosa pelo aroma intenso e pela doçura natural. A gianduja nasceu no início do século XIX, quando o chocolate era extremamente caro devido aos bloqueios napoleónicos. Os chocolateiros piemonteses começaram a misturar avelã moída para reduzir custos — e, inesperadamente, criaram um produto superior ao original.

Como andamos com tanta falta de comida, e tão magrinhos, a Tee decidiu fazer uns folhados recheados de chocolate, para nós todos.


¹ Fiore, D., Felice M., Mannarelli G., Milò, L. (2018). “La ´Rivoluzione` del 1918”, pp 60-80, in “Montenero Val Cocchiara, Festa Del Ricordo – Opuscolo 2018”. Consultado a 5 de dezembro de 2025 em:
https://festadelricordo.com/wp-content/uploads/2018/08/per-stampa-opuscolo-completo.pdf

* O meu agradecimento a Giuliana Mannarelli, uma das autoras deste livro, que me enviou todas estas informações e me indicou as páginas onde se encontravam, já depois de eu ter regressado a Lisboa. As obras estão escritas em italiano, e traduzi tudo através do Chat GPT.

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