Dia 2 – Compras em Castel di Sangro; os estúdios; e primeira visita ao Pantano

Hoje é terça-feira, 4 de novembro de 2025.
Despertar às 6h30. Eu tinha deixado o alarme do telemóvel para as 8h30, mas acordei de livre vontade às 6h30. Aqui é uma hora a mais do que em Portugal.
Esta casa onde eu estou alojada é bem quente. Ontem, quando cheguei da viagem, pus a temperatura no máximo, como estou habituada a fazer: 30°C / 86°F. Mas parece que pela primeira vez encontrei um aquecedor que me dá luta: baixei-o para 24°C / 75.2°F durante a noite, pois estava com calor, e ainda desci de manhã para 22°C / 71.6°F. Eu, friorenta como sou, com um aquecedor pujante destes, a dar-me luta. Finalmente tenho um aquecedor à minha altura. Estão 7°C / 44.6°F lá fora, e eu vermelha que nem um tomate, cheia de calor. As roupas dentro da minha mala de viagem, no chão, estão quentes. Depois a Piera explicou-me que a casa foi construída recentemente, e foi instalado um sistema de aquecimento debaixo do chão. Que coisa magnífica.

Hoje de manhã vamos todos a Castel di Sangro, que fica a dez quilómetros. O carro tem 9 lugares, cabemos todos. A Piera vai comprar ovos, fruta e tomates, para nós todos. Cada um de nós pode ir ao supermercado comprar o que quiser, adicionalmente.

E às 4 e meia da tarde vamos todos conhecer o Pantano della Zittola.

Estes cereais trouxe-os de Lisboa.

Desta vez trouxe a minha garrafa de vidro para beber água morna, como gosto, porque beber água quente em plástico não é bom. Esta garrafa ofereceu-ma a minha mãe.

A casa onde eu estou alojada, ao centro. Eu estou no rés-do-chão e o meu quarto está no andar de baixo. No andar de cima tenho vizinhos.

A casa da Piera, ao lado da minha, onde jantamos todas as noites, exceto domingo. Todas as noites, a Piera ou o seu pai – que chegará dentro de uma semana – prepararão o jantar para todos.

A minha casa ao centro, e a porta do lado direito é a dos estúdios.

A casa do lado esquerdo é onde estão instaladas a Karolina e a Tee. Ao centro está a minha. Ao lado direito estão os estúdios, e a seguir está a casa da Piera. A casa do Lalo e do Gabriel fica do lado esquerdo, logo a seguir a esta. Estamos todos de seguida – cinco casas seguidas, na mesma rua (incluindo os estúdios).

Montenero Val Cocchiara é uma aldeia histórica, com origens na época medieval. Esta zona tem os primeiros habitantes reportados há mais de mil anos no Pantano della Zittola, que fica aos pés da aldeia, e que visitaremos esta tarde. Montenero faz parte da província de Isérnia, que por seu turno faz parte da região do Molise, uma das 20 regiões de Itália

A biblioteca.

Os restos mortais de São Clemente.

De azul está a Laura, que mora aqui em Montenero, e trata das casas, ajuda-nos no que for preciso.

Estou a tirar fotos com excesso de luz – a máquina avisa-me, mas eu desobedeço deliberadamente porque ela gosta de fotos excessivamente escuras. Ainda não me habituei a esta luz fortíssima das montanhas altas; e no pequeno écran da máquina fotográfica eu não me apercebo.
Aqui vê-se que o gasóleo está a 1,619€; a gasolina a 1,699€; o gás a 0,699€. O último valor em baixo não sei o que é, não percebo as letras, e também é 1,699€.

A Piera a explicar-me como funcionam as bicicletas elétricas, e como se carrega a bateria. Eu andei uma vez de bicicleta elétrica, na China. Andei alguns dias na bicicleta da guia que me acompanhava. Ela ia no carro, e eu usava a sua bicicleta para subir as montanhas. Era uma coisa magnífica, e supostamente estas serão também.

A parte do estúdio onde a Karolina vai trabalhar. Estas já são as suas telas, que ela enviou por transportadora – chegaram antes de si própria.

E esta é a minha parte do estúdio.

Esta é uma área multiusos – pode ser usada para performances, teatro, etc.

A vista do estúdio.

O estúdio de música, que fica dois andares abaixo.

Adega ao lado do estúdio de música, uns degraus acima.

A Piera deixou os ovos e a fruta (e esqueceu-se dos tomates, mas depois viria a deixá-los aqui também) à porta da sua casa para todos os residentes se servirem quando quiserem.

O ovo cozido ainda é de Lisboa – eu trouxe-o na viagem e não o comi. Trouxe dois, ainda está outro no frigorífico.

Este pão fê-lo a Piera.

Recebi a visita do Gabriel, do Lalo e da Tee.

Agora visito eu o estúdio do Gabriel – o estúdio do escritor.

Aqui é a sala do Gabriel e do Lalo. O estúdio do Gabriel está separado desta casa – fica mesmo ao lado, é preciso ir pela rua. São portanto seis casas seguidas, e não cinco, como eu tinha dito.

São 16h36 e vamos visitar o Pantano della Zittola. Vamos de carro, mas fica a uns 25 minutos a pé, da residência. A Moka, a cadelinha da Piera, vai connosco.

O Pantano della Zittola.
Entenda-se: é um “pântano”, mas dado que é um topónimo italiano, não se coloca acento. E a acentuação está na segunda sílaba – “pantáno”! Neste Pantano vivem cavalos selvagens de uma raça endémica: “Pentro”. Só existe esta raça aqui, no Pantano della Zittola.
Esta é uma zona muito antiga, com turfeiras formadas há milhares de anos. Turfeiras são zonas húmidas onde a água se acumula de forma persistente, permitindo que a vegetação morra e se decomponha muito lentamente, formando turfa. Em termos simples, são pântanos muito particulares, ricos em matéria vegetal parcialmente decomposta. O nome “Zittola” parece vir de um curso de água: “Zittola” é usado para nomear mais do que apenas o pântano — inclui rios, conchas ou áreas de drenagem, que alimentam a planície paludosa, e assim acabou por ficar conhecido como Pantano da Zittola.

Eu e o Gabriel, aqui mesmo à frente, levámos com o flash e parecemos dois vampiros prestes a atacar alguém 🤭

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