046 – Pela Marginal da Cidade de São Tomé

Parto da praia das Pombas (ou mais exatamente da Estrada Nacional nº 2), passo novamente na Voz da América, depois meto pela Estrada de Pantufo e pela Marginal, até chegar ao museu.
A seguir tenho outra missão: encontrar uma farmácia que venda adesivos!!

Chama-se Geralda, diz-me. Está a vender jacas e eu tinha de parar para tirar uma foto, claro. A Geralda diz-me que passei por si hoje de manhã, em Riba Mato, e que cumprimentei-a inclusivamente. Que engraçado. Eu cumprimento toda a gente, não consigo fixar as pessoas.

A Geralda mostra-me que uma jaca não pesa muito. Isto porque eu quero uma, mas agora não me dá jeito ir carregada na bicicleta. Terá de ficar para outra altura!

Repare-se na pintura na parede, de 22 de Março de 2008, o Dia Mundial da Água: “Faz da água e do saneamento o teu mundo”.

Interessante, isto. Existem atuns com um pico espetado, aparentemente de plástico, que contém um código! Quem pescar um deste atuns, recebe 250 dobras! E não é só o pescador, é a tripulação toda do barco!

UCCLA é a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa. A UCCLA desenvolve ações de intercâmbio e cooperação, de forma a contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar das suas populações. Conforme indicado no seu website: “Visa fomentar o entendimento, a cooperação e o desenvolvimento económico entre os seus municípios membro.  A UCCLA foi precursora da CPLP. Foi a primeira instituição de parceria público-privada votada à cooperação para o desenvolvimento no seio da lusofonia.”¹
Da UCCLA fazem parte cidades em Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Brasil, Timor-Leste, Moçambique, China (Macau), Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Existem duas cidades espanholas – Olivença e Santiago de Compostela, que são “Membros Observadores”.

Vou fazer uma pausa neste bar. São 8h30, tenho 20 km. O bar agora está encerrado, e vou aproveitar para comer umas bolachinhas com recheio de chocolate, que trouxe de Lisboa. Já viajaram muito, estas bolachas. Vão morrer agora neste bar. (É um bocado violento, isto, não é? Vou matá-las!)

Esta senhora anda a tratar das limpezas. Deixa-me estar aqui, não me diz nada. Quem lhe diz sou eu, que a cumprimento e peço-lhe para tirar-me uma foto. Ensinei-a a agarrar na câmera, como é hábito, expliquei-lhe onde se espreita e onde se clica.

Nasceu fotógrafa, esta senhora, e ainda não sabe. Esta foto é particularmente difícil porque está contra o sol.

Apesar das aparências, não se está muito bem aqui devido à estrada principal. O barulho constante dos carros é maçador. Não há sossego. Vou-me embora. Já matei as bolachas.

O palácio do congresso.

O hotel Pestana à direita. Esta é a Avenida das Nações Unidas.

A embaixada de Portugal. Parei para fotografar, claro. São 9h e existem muitos motards parados à porta, não sei se serão táxis. Um deles diz-me: “Estás linda!”. “Estou linda?”, perguntei-lhe de volta, enquanto focava a câmera na embaixada. Ele se calhar não estava à espera que eu lhe respondesse. “Muito obrigada”, acrescentei. E tirei a fotografia à embaixada. E ao ir-me embora, ele riu-se e disse “Boa, miúda!”. Eu ri-me também. (Esta é boa. O uso do verbo foi curioso. Eu estou linda! Não sou! Só estarei agora?)

A chegar ao meu segundo destino de hoje: o Museu Nacional, aquele edifício amarelo lá à frente. São 9h10.


¹ “UCCLA – Objetivos” (s.d.). UCCLA. Página consultada a 29 Outubro 2019,
https://www.uccla.pt/objetivos